Pacotes de viagem para Chapada dos Veadeiros

História da Chapada dos Veadeiros

Seus primeiros habitantes foram os índios Avá Canoeiros, Crixás e Goyazes. Em 1592 os bandeirantes abriram as primeiras trilhas. O nome da chapada faz referência aos caçadores de veado-campeiro. Por volta de 1730, começam a chegar os primeiros bandeirantes, tendo como missão mais significativa a Bandeira do Anhanguera. Vinham faiscando o ouro dos riachos e criando as primeiras vilas e arraiais. Traziam consigo escravos negros, que logo fugiam para os vãos entre as montanhas, onde constituíam comunidades que até hoje vivem isoladas (kalungas), ao norte do município de Cavalcante, cidade que foi eixo e matriz da ocupação de toda a Chapada.

O marco decisivo para o povoamento da região de Alto Paraíso foi, em 1750, a implantação da propriedade do Sr. Francisco de Almeida: a Fazenda Veadeiros, que passa a ser um pequeno núcleo de colonização, no qual foram se agrupando lavradores que se dedicaram à pecuária, ao cultivo de trigo e café. Da decadência do ouro (1780) até o fim do século XIX, nada ocorreu nestas paisagens que perturbasse o bucolismo dos quintais e do pastoreio.
Em 1892 um fato anunciava radicais transformações no âmbito geográfico, político e social de toda a região do Brasil Central. Era a chegada da comissão exploradora do Planalto Central, comandada por Luíz Crulz e constituída de diversos pesquisadores que tinham a finalidade de delimitar a área da futura capital do Brasil.
Em setembro de 1926 a célebre Coluna Prestes atravessa a Chapada.
Em 1931, a serviço do correio aéreo nacional, o brigadeiro Lisias Rodrigues passa por Veadeiros, vindo de São Paulo em direção a Belém. Esta visita resulta na magnífica obra literária “O roteiro do Tocantins“
Em 1912 foi descoberta a primeira grande jazida de cristal-de-rocha da Chapada e o povoamento de São Jorge ocorreu em função da tentativa de exploração desse mineral, pois vários acampamentos de garimpeiros acabaram se transformando em povoados e cidades. Na década de 70 começaram a chegar novos tipos de habitantes às cidades da região. Eram pessoas que deixaram a rotina estressante dos grandes centros urbanos em busca de uma vida melhor no campo: os alternativos.
Com a inauguração de Brasília (1960) toda a região do entorno começa a refletir as profundas transformações desencadeadas a partir deste evento.
Em 1980 dois fatos específicos, de origens diversas, porém complementares, tornam-se um marco decisivo para a realidade atual: eram os projetos Alto Paraíso e Rumo ao Sol. O primeiro projeto, de cunho governamental buscava instalar diversos equipamentos urbanos, tais como: hotel, aeroporto, asfalto, etc, visando criar, a partir do turismo e da produção de frutas nobres, um pólo regional de desenvolvimento do nordeste goiano. Já o “Rumo ao Sol” tinha como objetivo a instalação e desenvolvimento na área de comunidades alternativas, baseando-se em conceitos do naturalismo e do misticismo. O projeto, que era como um movimento hippye, atraiu a primeira grande leva de migrantes para a região. A partir daí, e com a implementação do Ecoturismo, a Chapada dos Veadeiros e as comunidades com ela relacionadas vem experimentando diversas transformações políticas, sociais e econômicas. (Fonte: Travessia Ecoturismo) .

Helio Almeida Google+